
"TRANSE"
Com cores altamente sedutoras, embora restritas, as pinturas sobre papel variam entre o abstrato e o figurativo, e revelam o absoluto perfeccionismo que o artista emprega no seu processo de trabalho. Rui Moreira coloca-se, muitas vezes, em territórios e experiências extremas para desenvolver o seu trabalho. Estas experiências podem ser meteorológicas – em altas temperaturas no deserto, em Marrocos – ritualísticas – fazendo parte e desfilando com um grupo de caretos, personagens mascarados, que integram festividades pagãs do Carnaval em certas aldeias de Trás-os-Montes; ou até mesmo de exaustão – horas sem fim passadas em atelier, a trabalhar freneticamente – atingindo, assim, estados espirituais geradores de novos territórios de criação.
João Pinharanda - Curador e Diretor Artístico do MAAT
Rui Moreira (1971) é um extraordinário artista que viaja pelos desertos, persegue polvos no mar, vê ursos nas montanhas e desenha, desenha, desenha. Na fragilidade do papel que é o seu meio de eleição, imprime em desenho a sua força incessante e militante até ao ponto em que o ato se torna um transe, verdadeiro processo de transformação. Do material. Do desenho. Da narrativa que desenvolve. De si mesmo. De quem vê as obras e se transforma.
António Meireles
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Coordenador Artístico

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